segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha - As Coisas Que Fazemos Por Amor - Kristin Hannah


"As coisas não mudam;nós é que mudamos ." 




Angela Malone, de 38 anos, abandona uma carreira publicitária de sucesso em Seattle para encontrar conforto em West End, a pequena cidade costeira onde ela cresceu. Os problemas de gravidez (abortos espontâneos crônicos, um bebê que viveu apenas cinco dias e uma adoção que não deu certo) foram o bastante para o casamento com o jornalista Conlan  terminar em divórcio. Angie volta para casa aos braços de sua grande família italiana  e ela se lança para reformar o restaurante familiar, DeSaria ,que era o orgulho e a alegria de seu falecido pai.

A Família DeSaria é barulhenta,intrometida ,super divertida e extremamente amorosa. 

" Essa é a resposta da minha família para todas as questões da vida : comer mais . " 

Ao renovar o restaurante, a vida de Angie cruza com Lauren Ribido, uma adolescente  de 17 anos . Lauren é contratada para ser garçonete do DeSaria. Uma amizade intensa se desenvolve entre elas.

A infância de Lauren foi marcada pela escassez de duas coisas importantes: amor e dinheiro.Mas independente das dificuldades que ela vive,Lauren sempre foi muito obstinada,ela consegui uma bolsa de estudos integral na melhor escola da cidade ,tem as melhores notas e quer ir para a faculdade .Ela namora David há 4 anos, o jogador mais gato da escola e podre de rico. Porém quando a vida de Lauren se afasta drasticamente do caminho que ela sonhou para si , ela se encontra diante de desafios que estão além da sua compreensão.

Elas rapidamente formam um vínculo profundo, e quando Lauren é abandonada por sua mãe, Angie oferece a garota um lugar para ficar .Em Angie, Lauren encontra a mãe que sempre desejou. Em Lauren, Angie descobre que dar a luz a uma criança não é a única maneira de se tornar mãe e ambas as mulheres encontram as respostas que procuraram por tanto tempo. Mas nada poderia ter preparado Angie para as profundas repercussões desse ato de bondade. Juntas, essas duas mulheres , uma que anseia por uma criança e a outra que desejam o amor de uma mãe ,serão testadas de maneira que nem poderiam ter imaginado.

"O amor pode nos ajudar a passar dificuldades.
Mas também pode ser o motivo dessas dificuldades . "

Os leitores apreciarão este drama de relacionamento profundo, protagonizado por duas protagonistas fortes, lutando com muitos  contratempos emocionais . 
 Kristin Hannah é uma romancista extraordinária que criou um retrato real e vívido da maternidade e as escolhas que as mulheres enfrentam hoje. AS COISAS QUE FAZEMOS PARA O AMOR explora as viagens emocionais de mulheres que se viram perdidas em suas próprias vidas. Hannah escreve com espírito e simpatia para criar uma novela rica em detalhes e personagens corajosos,divertidos e o melhor de tudo muito reais.


AS COISAS QUE FAZEMOS PARA AMOR é uma excelente história sobre os obstáculos na vida, a força do amor e a beleza da esperança.

Eu simplesmente adorei essa história ,leitura rápida e fluída e gostaria muito de um livro mostrando uma Lauren mais velha. Fiquei bem curiosa ao fim do livro para saber como será a vida desta jovem . 

Super recomendo esse livro da Kristin que não deixou a dejesar . 


domingo, 8 de outubro de 2017

Resenha - Como se casar com um Marquês - Julia Quinn



Duologia Agentes da Coroa - Livro II 






James Sidwell, o Marquês de Riverdale, foi convocado para ajudar sua tia que esta sendo chantageada , assim ele assume o papel de um simples  administrador de fazenda para investigar .James, suspeita que Elizabeth seja o chantagista no início, mas logo descobre que ela está realmente na busca de um marido depois de descobri-la com o livro. Intrigado com jovem atraente e com o pequeno livro de regras ele se oferece galantemente para ajudá-la a encontrar um marido .Mas quando a prática se torna muito perfeita, James decide que há apenas uma regra que vale a pena seguir - que Elizabeth se case com seu marquês. Quando Elizabeth e James se aproximam, ela deseja mais do que nunca seguir seu coração e se casar com o pobre James.


Elizabeth Hotchkiss é uma jovem  filha de um barão. Ela cuida dos quatro irmãos e trabalha para Lady Danbury . Após a morte de seus pais ela passou os últimos cinco anos se sacrificando para poder manter os irmãos unidos e alimentados ,mas agora o pouco dinheiro esta acabando. Elizabeth,percebe que deve se casar em breve, devido à falta de fundos necessários para a sobrevivência de sua família, bem como a necessidade de enviar seu irmão para Eton, como as gerações de sua família já fizeram. 
  
Enquanto Elizabeth procura um livro para ler para Lady Danbury, ela encontra um livro chamado "Como se casar com um marquês", o que se tornaria um guia muito perturbador.Agora com a ajuda do novo administrador (que é bonito como o pecado)Elizabeth vai tentar encontrar um marido . O que ela não sabe é que James Siddons é realmente James Sidwell, Marquês de Riverdale e que ele planeja se casar com ela. 
Elizabeth e James finalmente admitem que se desejam e decidem se casar, mas depois que eles estabelecem seus planos, Elizabeth descobre a verdadeira identidade de James e fica irritada, pensando que ele estava zombando dela o tempo todo.

Minha única negativa foi que Elizabeth reagiu exageradamente ao descobrir o segredo de James ,ou seja sua verdadeira identidade. Ela não foi necessariamente infantil, mas agiu e reagiu um pouco fora de proporção para sua personalidade.

Um ótimo bônus adicional foi passar muito tempo com Lady Danbury. Vi muitos deles nos livros da Julia Quinn, mas sempre em cenas curtas  ou outros encontros. Ela é sempre nítida e sempre diz o que está em sua mente ,uma dama de língua afiada e coração de ouro.Foi muito bom passar um  tempo a mais com ela ,depois  de conhecê-la aos poucos ao longo dos livros .Lady Danbury é fantástica! E eu amei seu gato Malcon!

Elizabeth e James são personagens extremamente espirituosos,há muitas brincadeiras e uma amizade crescente que eu sempre gosto em um romance.A presença de Caroline e Blake do primeiro livro (Como agarrar uma Herdeira) acrescenta uma ótima pitada de humor a este livro .

Os livros da Julia Quinn nunca deixam a desejar , Quinn é especialista em criar personagens encantadores , tramas peculiares e divertidas seu senso de humor é incrível e faz o leitor rir alto muitas vezes .

Um ótimo livro com leitura leve e rápida ,muito humor e romance .



domingo, 1 de outubro de 2017

Resenha da semana: Como agarrar uma herdeira / Julia Quinn

Um dos romances mais divertidos que li nos últimos tempos, para quem curte romances de época ou para quem nunca leu nada esse é o livro certo para ser a sua próxima leitura. Ler Julia Quinn é ter certeza de que você irá se apaixonar a cada página.


Sempre que pego um novo livro da Julia, já sei que irei arranjar mais um crush literário e que as risadas da semana já estão garantidas. Nesse novo lançamento não foi diferente. O que mais gosto dos romances dela é a leveza, apesar de em muitas ocasiões estarmos lendo sobre questões bem complicadas, não conseguimos 'ficar na bad', queremos apenas ler o próximo capítulo para saber o final feliz, de bad já basta a vida real, não é mesmo?


Uma coisa que não podemos falar de Caroline Trent é que ela é convencional, porque ela pode ser tudo menos previsível. Durante toda a sua vida, com a morte de seus pais quando ela era muito jovem, passou por diversos tutores, que não se importavam nada com ela, tinham o interesse único na sua herança, mas bem como acontecera com seus pais, alguns de seus tutores imediatos faleceram, a deixando na responsabilidade do odioso Oliver Prewitt.  Eis que se aproximando dos seus 21 nos ela poderia enfim ter acesso a sua herança, a não ser que seu atual tutor tivesse planos diferentes dos dela.

Blake Ravenscroft é um agende secreto da Coroa britânica, ele trabalha em prol da segurança nacional, combatendo ameaças a independência e crimes contra a mesma, mas não está feliz com a vida que leva. Por ser espião, obviamente, não pode compartilhar nada com sua família, ninguém sabe que ele arrisca a própria vida durante muitos anos e que ele perdeu o amor de sua vida em uma das missões secretas.

Mas a vida de Blake está prestes a mudar, enfim a Coroa permitiu que ele se aposentasse se fizesse um último trabalho: a captura de Carlota De Leon, uma espiã espanhola que é muito escorregadia e faz muitos anos que a Coroa está tentando captura-la para obter informações sobre traidores.

Caroline após descobrir o plano maléfico de seu tutor decide fugir até que completasse a idade necessária para requerer sua herança, que seria dali a algumas semanas, o que ela não poderia imaginar era que as investigações de Blake o levaram até Oliver Prewitt e justamente na noite em que Blake está aguardando a chegada de Carlota ele literalmente se esbarra com Caroline.

E o pior, ele acredita que Caroline, na verdade era Carlota, já que uma mulher normal não andaria com uma pistola, não é mesmo? Embora Caroline negasse que fosse Carlota, Blake não acreditava, ela viu então uma oportunidade de ficar escondida como se fosse realmente a espiã, até completar a idade necessária, mas dessa forma iria atrapalhar uma operação da Coroa, colocando em risco toda a Inglaterra, bem o que você faria?

Aos poucos Caroline e Blake vão se conhecendo e descobrindo que têm mais em comum do que poderiam imaginar e com situações extremamente inusitadas a gente vai acompanhando o surgimento de um amor que faz nosso coração ficar quentinho e detalhe eu ri sozinha no ônibus e na barca porque é impossível se conter com as situações criadas pela Julia, imagina se você tivesse que se hospedar num banheiro, fingir que não sabe escrever ou que decidisse ser útil organizando a biblioteca, mas acabasse torcendo o pé... O que nenhum dois poderia prever era que todas essas situações loucas fariam ambos se descobrirem apaixonados.

“Caroline estava muito acostumada ao seu defeito de, com frequência, falar sem pensar, mas naquele dia parecia que ela tinha elevado o vício ao nível do absurdo. Além disso, perdera completamente o apetite, sempre tão saudável. Sem contar que passava o tempo todo sorrindo como a maior das tolas.”

Uma característica bem legal do livro é que a cada capítulo temos uma palavra do dicionário da Caroline, ela tem um caderno no qual anotada as palavras que descobre junto com o respectivo significado, as palavras no início dos capítulos estão relacionadas ao que iremos ler:

“pro.ce.dên.ci:a (substantivo). Origem, proveniência.
Não posso alegar conhecer ou compreender a procedência do amor romântico, mas estou certa de que é algo que precisa não ser compreendido, mas apenas apreciado e venerado.
- Do dicionário pessoal de Caroline Trent.”




Quando estava lendo fui escutar essa música do Ed Sheeran e nossa, achei a cara do livro, vi muito a Caroline e o Blake nos versos do Ed: Perfect

Esse é o livro 1 da duologia 'Agentes da Coroa'.

domingo, 17 de setembro de 2017

Resenha da semana: Fortaleza Impossível / Jason Rekulak

Em ‘Fortaleza Impossível’ a gente viaja aos anos 80, com um grupo de amigos nem um pouco uniforme, mas que nos faz reviver nossos anos de escola e relembrar todas as escolhas e sonhos loucos que temos durante esse período de nossas vidas.

Você consegue imaginar um mundo sem computador? Ou pior sem smartphones e sem redes sociais? Doideira, né? Então, só que isso nem faz tanto tempo assim, logo ali nos anos 80, todas essas tecnologias, que hoje não vivemos sem, ainda nem existiam e é onde o livro é ambientado. Eu sou 90’s kid, então peguei um pouco desse mundo sem internet tão acessível, mas mesmo assim, em vários momentos me peguei pensando: ‘ah, manda um áudio no whats pra ela e pronto’, foi muito legal mergulhar nesse mundo sem wifi por alguns dias.

Billy Marvin é um daqueles garotos meio zero a esquerda na escola, com seus 14 anos não gostava de jogar futebol, não tinha notas altas, mas em uma coisa ele era bom: programar, seu sonho era ser um programador de jogos, mas este também era o seu segredo, que não ousava dividir nem com seus melhores amigos: Alf e Clark, o primeiro é aquele amigo louco que todo mundo sempre tem um, que tem as ideias mais insanas e Clark seria o galã da escola, se não tivesse nascido com um problema na mão, seus dedos são colados, então ele e seus amigos chamam uma de suas mãos de garra e é claro que Clark acreditava que todas as meninas se afastavam dele ao vê-la, então sempre tentava ao máximo escondê-la.

A aventura dos três se inicia quando Vanna White, uma das apresentadoras da TV mais famosa e favorita deles sai na revista Playboy. Eles e todo garoto de 14 anos ficam loucos para ver as fotos, mas como eram menores de idade não podiam simplesmente ir lá e comprar um exemplar, então eles bolam alguns planos para ter Vanna White em suas mãos.

E um desses planos, os leva até a loja do pai da Mary Zelinsky, uma menina gordinha da vizinhança, que sabia muito de programação, ela ao ver Billy interessado nos computadores Commodore 64, o entrega um panfleto de uma competição de games, onde o vencedor além de ganhar um prêmio em dinheiro poderia conhecer um super programador, ídolo do Billy, Fletcher Mulligan.

Quando Clark e Alf decidem que para conseguirem uma playboy precisariam seduzir Mary, Clark intervém dizendo que ele mesmo iria seduzir Mary. O que Clark e Alf não sabiam era que Clark e Mary formariam uma dupla de programadores. Ele tinha feito o ‘Fortaleza Digital’, mas não achava que estava perfeito, o achava muito lento, quando vira que Mary sabia muita coisa de programação, não perdeu a oportunidade de pedir algumas dicas, mas rapidamente os dois formam uma equipe inusitada numa corrida contra o tempo para deixar o jogo perfeito para a competição.

Billy e Mary vão se tornando cada vez mais próximos, no meio de códigos e mais códigos de programação, Vanna White vai se tornando cada vez menos importante para ele, diferentemente de seus amigos, que já haviam montado um grande esquema de venda de xerox das fotografias, para depois que conseguissem ter a revista em suas mãos.

O que Billy não poderia imaginar é que Mary escondia um grande segredo, que o seu jogo tão importante se tornaria um fardo e que teria a tão desejada revista a sua disposição, mas ficaria com raiva de colocar as mãos nela.

Esse livro foi uma viagem deliciosa aos anos 80, tem muitas referências e é impossível não se identificar, nem que seja um pouquinho com esses adolescentes, porque fazer escolhas erradas e não dizer o que realmente está sentindo está no DNA de todo mundo durante esse período da vida, o que posso dizer é que vale muito a pena se aventurar por todas as fases desse livro, para no final conseguir resgatar a princesa na fortaleza e receber de brinde uma ótima história.


Ficou curioso para jogar ‘Fortaleza Impossível’? O escritor realmente criou o jogo, clique aqui pra jogar.

domingo, 3 de setembro de 2017

Resenha da semana: Ligeiramente Perigosos / Mary Balogh

Mary Balogh finaliza a série dos Bedwyns de forma magistral: a história de amor de Wulfric, aquele que vimos por muito tempo como o homem de gelo, tem um coração muito maior do que poderíamos imaginar.

Wulfric Bedwyn, todo mundo que já leu algum livro da série o conhece, como o chefe da família, o frio duque de Bewcastle, que desde muito novo foi criado para esta função. Como todas as histórias de seus irmãos, a do Wulf não poderia ser diferente provando que quando se trata de amor e Bedwyns nada pode ser convencional. A gente conhece o duque que usa o seu monóculo e exala superioridade por onde quer que passe, mas que também sempre está presente para resolver os problemas de seus irmãos, será que Bewcastle tem um coração afinal? Após conseguir ajudar todos os seus irmãos a conseguirem seus ‘finais felizes’, Wulf está se sentindo sozinho, ainda mais após a morte de sua amante de longa data. É nessa vibe meio forever alone, que ele aceita passar uma temporada no interior de Londres, a pedido de um amigo.

O que ele não poderia imaginar que essa temporada era um noivado, com muitas jovens querendo arranjar um marido, e ele como duque, apesar de toda a frieza e idade avançada de 35 anos, era um ótimo partido.

Christine Derrick, por outro lado, sabia exatamente para qual temporada estava indo, e foi forçada a ir, pela sua amiga e anfitriã, já que o duque foi confirmado de última hora, então se Christine não fosse, o número de homens e mulheres seria diferente, isto que era inadmissível para a alta sociedade. Christine já era viúva antes de seus 30 anos, seu marido morrera jovem durante uma caçada, ela é um espírito livre, que ilumina todos os lugares, sempre está sorrindo e se dá super bem com as crianças.

Ambos não poderiam ser mais opostos não é mesmo? Mas certos orgulhos e preconceitos são quebrados ao longo desta temporada que ambos gostariam de num primeiro momento ter perdido, mas que mudará suas vidas para sempre.

E aos poucos vamos descobrindo mais sobre a vida da Christine, do porque ela vive com muito pouco após a morte do marido e com a história dela aprendemos que as vezes a rasteira vem daquela pessoa que a gente menos espera, quanto ao duque a cada página percebemos que o coração de gelo é muito mais mole que poderíamos imaginar. Enquanto ela foi criada podendo expor tudo que sentia a todo momento, ele foi criado para ter decoro, para nunca mostrar o que realmente está sentido ou pensando. Será que o amor é forte para superar tantas diferenças e mais, qual dos dois irá passar por cima de seu orgulho e seu preconceito para se entregar ao amor?

Quem nunca se escondeu com uma máscara de felicidade ou frieza? As vezes, não estamos realmente sentindo aquilo que expressamos, para nos proteger ou porque não queremos compartilhar nossos sentimentos mesmo, mas será que é melhor ser altamente espontâneo ou guardar tudo para si? A resposta certa não existe. Balogh nos mostra que quando você realmente ama alguém, todas as fachadas perdem o sentido, pois são desvendadas com apenas um olhar da pessoa amada.



Com vocês algumas lições do Wulf:

“Nunca se envolva emocionalmente com qualquer outra pessoa.
Nunca busque saber ou partilhar das emoções de outra pessoa.
Permaneça altivo
Lide com os fatos.

Sempre busque um curso de ação racional em qualquer situação, evitando agir por impulso ou dominado pela emoção.”

domingo, 27 de agosto de 2017

Resenha da semana: Paris para dois (um) e outros contos / Jojo Moyes

Jojo Moyes já é uma das escritoras de romances consagradas do nosso tempo, pegar qualquer um de seus livros é ter a certeza de que você irá se apaixonar pelas histórias, se identificar e ao mesmo tempo, pensar criticamente sobre sua própria vida.

Em Paris para dois e outros contos, temos dez histórias com o selo Jojo Moyes de aprovação, todas muito cativantes, este é um ótimo livro para quem nunca leu nada dela e quiser conhecer, porque é bem fininho e dá pra perceber a versatilidade de sua escrita.

O primeiro conto, o que dá o nome ao livro, Paris para dois um, é uma história sobre uma mulher que nunca saiu da sua zona de conforto, tem um emprego ok, serve de exemplo como a pessoa que nunca faz nada impulsivamente. Até que num belo dia ela resolve comprar passagens para ela e seu namorado, para um final de semana em Paris, só que em cima da hora seu bendito namorado, resolve não aparecer e ela fica sozinha em Paris. Em um primeiro momento ela resolve voltar pra casa imediatamente, mas como as passagens estavam muito caras, seu lado racional fala mais alto e ela acaba ficando em Paris. Tudo começa a mudar quando ela conhece um francês, um escritor frustrado, que ela leva para passeios em Paris e para uma verdadeira viagem de autoconhecimento, que a faz repensar todas as suas escolhas.

Os três contos seguintes: ‘Entre tuítes’, ‘Tarde de amor’ e ‘Um pássaro na mão’, colocam em questão a mesma coisa: Será que sua vida é baseada somente em verdades, ou construída em cima de mentiras muito bem articulas e o pior será que vale a pena descobrir a verdade e arruinar sua vida? Nestes três contos vemos diferentes respostas para esta pergunta.

O conto seguinte, ‘Sapatos de couro de crocodilo’, é um dos meus favoritos, e fala sobre o poder de um par de sapatos, mas que na verdade não tem poder algum, eles geram apenas uma grande autoconfiança para quem tem a oportunidade de usa-los, quem nunca se sentiu uma diva com Aqueles sapatos, não é mesmo? Haha

Os três contos seguintes são os das reviravoltas, em ‘Assalto’ vemos um assalto de fato, mas alô alô síndrome de Estocolmo, será que é possível se apaixonar pelo assaltante? ‘O casaco do ano passado’ é sobre como é ruim você projetar sua vida se baseando na vida alheia, qual é o problema se você usa o casaco do ano passado? É melhor do que ter um milhão de dívidas, ou será que não? E ‘Treze dias com John C’ é um dos contos mais loucos, e se você achasse um celular perdido, e recebesse várias mensagens de supostamente o amante da dona do celular, sua vida anda tão sem graça, que você resolve se passar pela dona do celular, nada poderia dar errado e um pouco de emoção na vida é sempre bem vinda, mas você nunca poderia imaginar quem era realmente John C.

O penúltimo conto ‘A lista de Natal’ é o conto mais fofo, e tem todo o espírito natalino, a protagonista vive um relacionamento abusivo sem nem se dar conta, quando pega um táxi que faz com que ela repense todas as suas ações e decida enfim ser feliz do seu jeito, já que a vida é curta demais pra ficar se preocupando com o tipo de bolo específico para o Natal.

E por fim, o último conto ‘Lua de Mel em Paris’, tem os fatos narrados anteriormente ao livro ‘A garota que você deixou pra trás’ (que por sinal é o meu livro favorito da Jojo). Neste conto conseguimos conhecer um pouco melhor os personagens e nele é o amor que está em questão, porque quando se tem realmente um amor recíproco na mais importa.


Os meus contos favoritos foram o primeiro e o último, ambos me transportaram para Paris, e tenho um fraco por finais felizes, então eles foram os mais marcantes. Minhas duas sensações ao ler todos esses contos foram: todos eles poderiam ser livros completos e todos eles poderiam virar filmes. Jojo nunca decepciona e posso indicar qualquer um de seus livros de olhos fechados.


domingo, 20 de agosto de 2017

Resenha da semana: Minha vida não tão perfeita / Sophie Kinsella

Você já reclamou da sua vida alguma vez? Já invejou a vida de alguém só por causa das fotos do instagram? Mas você está fazendo alguma coisa pra ter sua vida dos sonhos, ou só está preocupado com o seu próximo stories? Sophie Kinsella mais uma vez cria uma história que nos arranca risadas e que também nos faz refletir.

Katie Brenner está vivendo sua vida dos sonhos, saiu do interior, está morando em Londres, criou um novo apelido que é a cara de sua vida: Cat. Ela tem um emprego numa empresa super conceituada na sua área de branding (uma espécie de marketing) e um instagram de dar inveja a qualquer um, tudo certo não é mesmo? #sqn

A verdade é que ela mora super longe do trabalho, em um apartamento compartilhado, tem que acordar mega cedo, pegar várias conexões do metro, isso somado a uma bela caminhada, mas tudo bem se ela está fazendo o que gosta, certo? A verdade é que o seu emprego dos sonhos é um verdadeiro desastre.

Ela é subaproveitada, faz um pouco mais que um estagiário, nunca tem nenhuma real oportunidade de mostrar seus talentos e o pior tem uma chefe que é ao mesmo tempo, sua inspiração e o motivo de seu ódio constante, Demeter (a chefe) tem tudo:  o emprego, a casa, o marido, os filhos etc etc, tudo aquilo que qualquer um de nós sonha, e ela não cansa de se exibir: tem um novo restaurante na esquina, a Demeter já foi lá antes da inauguração, um novo lançamento literário, a Demeter já leu uma prova antes dele ser publicado e por ai vai, ela nunca gosta de ficar pra trás, mas uma coisa é um fato: ela é muito boa no que faz. Katie, ou melhor Cat, a vê como uma espécie de meta, tenta sempre aprender o máximo possível com a chefe.

Até que um dia, Demeter chama Katie em sua sala, Katie acredita que seria a oportunidade de mostrar seu valor, ela só não podia imaginar que seria para, pasmem, pintar o cabelo da bendita chefe, mas durante esse sofrido trabalho, Katie consegue descolar duas coisas: um livro emprestado e uma vaga numa importante reunião. Nesta reunião, Katie consegue dar algumas ideias e pensa que finalmente terá ser valor reconhecido.

Bem, alguns dias depois, quando Katie pega o mesmo elevador da chefe, esta dá a fatídica notícia de que Katie está demitida e mais Demeter achou que já tinha demitido Katie anteriormente, vamos combinar que Demeter não é um exemplo de organização, ela sempre está meio avoada, perde e-mails, troca o dia de reuniões, mas ela pode, já que é a chefe.

A demissão tira a já complicada vida da Katie dos eixos, agora ela está sem dinheiro, como irá se manter numa das cidades mais caras do mundo? Eis que surge uma oportunidade de onde ela menos espera, de casa, lá do interior, seu pai e sua madrasta tiveram a ideia de criar um glamping, que é uma espécie de acampamento chique, e pedem ajuda de Katie, ela não queria voltar para casa, já que seria sinônimo de que desistiu de seu sonho, mas não teve outra alternativa e disse ao seu pai que conseguiu um período sabático em sua empresa para poder ajuda-los no projeto.

A verdade é que o glamping em pouco tempo se torna um sucesso. E adivinha quem aparece por lá com a família, sim, Demeter. E Katie não podia perder a oportunidade de se vingar dela, não é mesmo?  O que Katie não poderia imaginar é que tem  outro lado da Demeter que ela nunca imaginou e ambas vão aos poucos descobrindo que nenhuma vida é perfeita.

O que vale mais? Experiências de verdade ou um instagram cheio de seguidores e likes? Fugir das redes sociais no nosso tempo é praticamente impossível, mas não devemos guiar nossas vidas pensando em qual será nosso próximo post ao invés de pensar em, por exemplo, só curtir aquele café, sem nenhuma foto. Sophie Kinsella nos trás personagens que nos evidenciam tudo isso e faz com que a gente crie um outro olhar até mesmo para aquelas pessoas que num primeiro momento parecem levar uma vida perfeita, somado a muitas risadas (assumo que ri alto no busão) e a um romance tão fofinho, que omiti da resenha para não dar spoliers e algumas reviravoltas fizeram com que esse livro se tornasse mais um dos meus queridinhos da Sophie.



“Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se: essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E, sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar: minha vida é isso?, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar às vezes.”