domingo, 14 de janeiro de 2018

Resenha: O Voo da Vespa - Ken Follett

Segunda Guerra Mundial. Inglaterra, Dinamarca e Alemanha, Ken Follett nos presenteia com uma história baseada em fatos reais, na qual nos mostra uma guerra longe do front, mas que teve tanta importância quanto qualquer batalha.

Quando se trata de Segunda Guerra Mundial, pensamos logo em nazismo, eixo, aliados, campos de concentração e todas as outras atrocidades ocorridas durante esse período sombrio. Follett em ‘O voo da vespa’, nos transporta para a Dinamarca, uma Dinamarca que acabou de ser dominada pelos nazistas, mas pode-se dizer que ocorreu um domínio ‘frouxo’, já que o Rei dinamarquês fez um acordo com os alemães, mas para a população servia a regra do restante da Europa dominada: Deus no céu e alemães na Terra, qualquer deslize, mesmo que a pessoa não fosse de fato culpada, poderia acarretar consequências severas, piores até mesmo que a própria morte, valia a regra de que todo mundo é culpado, até que se prove o contrário.

O livro tem exatamente 413 páginas e preciso dizer que nas 100 primeiras é um pouco cansativo, são muitos personagens a serem apresentados e vários contextos a serem elaborados para que o leitor possa se localizar, minha dica é: leia atentamente esse início, e não desista da leitura, depois que nos ambientamos com tudo e todo mundo, a história fica eletrizante.

Hermia Mount é uma inglesa, analista do M16, o serviço de inteligência-espionagem da Inglaterra, morou durante toda sua vida na Dinamarca, por isso tinha vários conhecidos e contatos, inclusive o seu noivo era dinamarquês, quando os nazistas dominaram o território da Dinamarca, ela foi para a Inglaterra e de lá criou os ‘Vigilantes Noturnos’, um grupo de dinamarqueses que iniciaram a resistência contra o domínio alemão, eles se uniram formando uma rede de espionagem para levar à Inglaterra qualquer informação útil para deter o avanço nazista.

Em mensagens interceptadas, os ingleses descobrem que os alemães utilizam o nome ‘Freya’ (deusa nórdica do amor) para nomear a sua mais nova tecnologia, e pode ser isto que está fazendo com que os alemães tenham mais vitórias nos combates aéreos, tudo indica que a ‘Freya’ está na nova base militar construída na Dinamarca. Hermia começa então a traçar uma estratégia para fazer com que os Vigilantes Noturnos possam ter acesso a base militar inimiga.

Em solo dinamarquês, conhecemos alguns personagens importantes, são eles: Arne Olufsen, piloto da força aérea dinamarquesa, marcado sempre pelo bom humor, é também o noivo da Hermia; Harald Olufsen, irmão mais novo de Arne está no último ano da escola, tem um conhecimento incrível de mecânica, seu sonho é ser físico, na escola junto de seus melhores amigos, são apelidados de ‘os três patetas’, Arne odeia que a Dinamarca tenha aceitado sem lutar o domínio alemão. Ambos tiveram em casa uma educação rigorosa, seu pai pastor ditava regras-ordens bem rigorosas, em um primeiro momento nem Arne nem Harald participam da resistência, mal sabiam eles que suas vidas iriam mudar para sempre em pouco tempo; Poul Kirke, por outro lado, era o líder da resistência, também era piloto e melhor amigo de Arne, mas era o espião mais importante de toda a rede e por fim temos a figura de Peter Flemming, um detetive dinamarquês, que viu nos alemães a sua oportunidade de crescimento profissional, ele faria qualquer coisa para desfazer a rede de espionagem clandestina, ordem e dever para ele são preto no branco, não há meio termo, não há tons de cinza.

Voltando a Inglaterra, conhecemos Digby um espião renomado, que em uma reunião com ninguém menos que Winston Churchill, este o relata que caso não consigam nenhuma informação quanto a base militar na Dinamarca, as chances da Inglaterra ganhar são quase inexistentes.  Digby com Hermia colocam todas as suas forças em prol dos Vigilantes Noturnos.

Mas quando Peter Flemming descobre um dos meios pelos quais as informações saíam da Dinamarca e começa a investigar chegando cada vez mais perto das figuras vitais da rede, tudo começa a ficar muito perigoso e obscuro.

Para a resistência, desistir não é uma opção, nem que seja até a morte eles continuam lutando até que consigam realizar a missão a qual foram incumbidos, os nossos heróis são os personagens mais improváveis, a cada novo capítulo temos uma nova reviravolta, continuamos torcendo para que dê tudo certo, mesmo que a última esperança fique nas mãos das pessoas mais inexperientes, que num voo improvável sobre o Mar do Norte carregam tudo aquilo que poderia dar novas possibilidades para a luta contra o nazismo.


Apesar de toda a carga histórica que um livro baseados em fatos reais tem, Ken Follett consegue dosar os momentos, temos também espaço para alguns romances, alguns momentos descontraídos e muitos momentos de reflexão, como por exemplo, quando é colocado em questão a pergunta: você faria o seu dever, mesmo sabendo que estava errado? É muito presente durante todo o livro a brutalidade da guerra, mesmo não sendo ambientado no front, ficamos o tempo todo imaginando como é complicado perder o direito de ir e vir no seu próprio país e não saber se irá sobreviver ao próximo dia, só por ser judeu. Este foi o meu primeiro livro do Follett, sempre fiquei receosa por seus livros serem gigantes, mas após esta leitura fiquei com muita vontade de ler mais, porque vale muito a pena encarar suas muitas páginas para encontrar histórias que fazem aquilo que todo livro deveria fazer: mudam a gente.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Resenha - A Irmã Da Pérola - Lucinda Riley



As Sete Irmãs - Livro 4 - A História de Ceci 

No quarto da série de sete irmãs de Riley, mais uma das filhas de D'Aplièse descobre sua verdadeira herança.
Do Rio de Janeiro  da década de 1920 a Paris até a beleza gelada de Oslo e agora o calor vermelho e empoeirado da Austrália central, todos os cantos do mundo tornaram-se uma nova e emocionante aventura com a narrativa Lucinda Riley. 


Cada filha foi adotada ainda bebê por um bilionário suíço, conhecido como Pa Salt, (Os leitores da série lembrarão que Pa Salt, um magnata do transporte, que adotou sete meninas , nomeando-as com os nomes das estrelas na constelação de Pleiades.) e cada uma está agora em busca de sua verdadeira história familiar  seguindo pistas  que foram deixadas após a  morte misteriosa de Pa.

Em A Irmã Da Pérola o quarto livro da  série Sete Irmãs, lançado pela Editora Arqueiro ,conhecemos a verdadeira história de Ceci D'Aplièse, a irmã espinhosa , vulnerável e complexa .Depois que sua irmã Estrela se encontra, Celeno, também conhecida como Ceci cuja carreira de pintora se estancou, é livre para seguir a trajetória deixada  por seu pai adotivo, Pa Salt. Ceci é instruída a pesquisar a história de Kitty Mercer.

Ceci sempre sentiu-se uma intrusa em sua família ,com suas irmãs carismáticas e talentosas. Sua dislexia detém algumas áreas de sua vida, ela recentemente abandonou a faculdade de arte de Londres, acreditando ser incapaz . E agora Estrela, a irmã com quem ela sempre esteve conectada ,como gêmeas ,encontro uma nova vida em Kent, deixando Ceci completamente sozinha e perdida. Em desespero, ela decide fugir da Inglaterra e descobrir seu passado, mas as únicas pistas que ela possui são uma fotografia  e o nome de Kitty Mercer, uma mulher pioneira que viveu na Austrália há mais de cem anos. No caminho para Sydney, Ceci vai  para o único lugar onde ela se sentiu perto de ser ela mesma ,para as deslumbrantes praias na Tailândia, onde ela conhece um homem misterioso,  tão solitário quanto ela ,e cheio de segredos .

Depois de um interlúdio romântico com O bilionário excêntrico ,Ceci chega na Austrália, onde pistas adicionais a levam à cidade de Alice Springs e ao deserto circundante, Never. A história de Ceci se intercala com a de Kitty, começando em 1906. A história emaranhada de Kitty e suas conexões nos levam as origens de Ceci ,se desenrolando em um ritmo pausado, com muita sabedoria sobre a pesca de pérolas, a cultura aborígene e corridas australianas.

Ceci sente instintivamente que essa terra é de alguma forma parte dela. Sua alma responde à energia de Alice Springs e à antiga cultura dos aborígenes, e sua criatividade artística começa a florescer de novo. Enquanto ela explora o passado com a ajuda de pessoas incríveis que ela conhece ao longo do caminho, Ceci começa a acreditar que esse continente vasto, doloroso e extraordinário, poderia lhe oferecer algo que ela nunca pensou ser possível, um sentimento de raiz, um lugar ,um lar ,sua casa.

Riley  entrelaça as histórias de duas mulheres que procuram consolo, inspiração e satisfação em um mundo tão diferente  daquele  em que foram criadas. O destino de Kitty na indústria de pérolas resistente mas lucrativa durante os dias pioneiros do início do século XX, e a luta dolorosa de Ceci para chegar a um acordo com seu passado, presente e futuro, são retratadas com todo o poder, beleza e inteligência emocional na escrita elegante ​​de Riley.

Até agora Ceci foi para mim a irmã mais complexa,quando a conhecemos, ela era muito frágil e deixou Londres com o objetivo de chegar à Austrália para descobrir suas origens .Ao longo do livro a vemos crescer como uma jovem independente e aceitar quem ela como pessoa e como artista.A história de Ceci foi profundamente satisfatória e foi gratificante ler como ela tentou se transformar não desistiu de ir atrás da sua  cura interior.

Superar a adversidade, tanto no presente como no passado, é um tema forte neste livro, assim como a força dos personagens femininos.


 E agora só nos resta aguarda os três livros retantes  para concluir essa série brilhante - e o mistério fascinante da morte de Pa Salt e a sétima irmã D'Aplièse  sempre inexplicável, a aventura continua, com certeza por mais lugares incríveis que certamente Lucinda nos levará .

O peso da expectativa cresce com cada livro desta série, mas nenhuma vez Lucinda deixou a desejar .

A irmã da pérola é um livro bonito, que vai te cativar a partir da primeira página.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Resenha - A Pedra Pagã - Nora Roberts


Trilogia Sina do Sete - Livro III



Após Irmãos de sangue e A Maldição de  Hollow , a trilogia eletrizante de Nora Roberts chega ao fim com A Pedra Pagã .



A trilogia Sina do Sete conta a história de três homens que, quando tinham dez anos, desencadearam acidentalmente um terrível demônio que aterroriza a sua amada cidade e aqueles que a habitam a cada sete anos. Mas desta vez, eles contam com a ajuda de três mulheres  conectadas a eles ,agora os seis juntos tentam encontrar uma maneira de livrar a cidade  desta maldição.

A equipe   esta unida e determinada a dar um fim a maldição. Mas o demônio Twisse está mais do que preparado para uma briga. Como o sétimo dia do sétimo mês do sétimo ano mais uma vez chega à pequena cidade de Hollow, Twisse está preparado para distribuir morte e a destruição, a menos que os seis consigam deter o demônio .O demônio era assustador, e descrevê-lo  como uma criança foi muito original.

Os dois primeiros livros são focados em Cal e  Quinn, Fox e Layla. Não é surpresa, então, que este livro seja mais de Cybil e Gage.  Cada casal da série tem sua própria química e ritmo, e nunca senti como se estivesse simplesmente lendo uma fórmula . Adorei ambos os personagens porque eles são fortes ,determinados e, claro, amam muito seus amigos.

Gage Turner nunca teve uma vida fácil. Após a morte de sua mãe, seu pai tornou-se um bêbado abusivo. Mesmo com o apoio de seus dois melhores amigos, Fox e Cal, Gage sofreu por anos com as agressões de seu pai.Aos dezoito anos ele foi embora de casa e da sua cidade para se tornar um jogador de poker profissional bem sucedido, retornando a  Hollow a cada sete anos para tentar lidar com a loucura da cidade sob a maldição do demônio.

Fiquei impressionada com a maneira como esse relacionamento de Gage e seu pai foi tratado. Basta dizer, não há respostas fáceis ou resoluções.

Cybil é uma personagem adorável  - Ela era forte e segura de si mesma e combinava o temperamento e o ego de Gage em todos os níveis.Os personagens, Cybil e Gage, foram descritos em detalhes, e o  romance deles  não foi forçado.

Eu gostei de como eles ainda não tinham percebido como matar o demônio, como eles ainda estavam pesquisando cada pista, todas as possibilidades.Adorei o ângulo de pesquisa. Vê-los pesquisar a história do demônio, descobrir como combatê-lo usando magia, simbologia, estratégia e psicologia, e executar seus planos com força, inteligência e humanidade foi excelente.

A ação simplesmente  te agarra e faz você prestar atenção. À medida que o final se aproxima, você vai se questionar o que acontecerá. 


Ótima ação, trama incrível, final Digno .No geral, eu realmente gostei dessa trilogia, adorei a mistura de fantasia, suspense, romance etc. Uma coisa que eu acredito é que Nora Roberts é uma pesquisadora incrível . De um modo geral, a trilogia foi fantástica. 
Uma trilogia é decentemente escrita, esculpida de forma inteligente e sempre divertida.
Super Recomendo .





domingo, 10 de dezembro de 2017

Review No Second Chance / Sem Retorno


Maratonei ‘No second chance’ e que série incrível, como tudo que o Harlan faz, a gente não consegue desligar a televisão até terminar.

Uma das principais preocupações que nós temos quando descobrimos que um livro vai virar série ou filme é se vão acabar com a história que amamos tanto ler. Esse é o segundo seriado do Harlan que tive a oportunidade de assistir (o outro que já vi, ‘The Five’, também tem review aqui) e a primeira coisa que posso afirmar é que não precisamos nos preocupar quanto ao enredo se ele estiver envolvido com o roteiro, aquelas aflições que temos ao ler um livro dele e os famosos plot twists sempre estão presentes nas séries.

Sinopse:
Até que ponto você iria para salvar o seu filho? Alice não tem escolha. Ela vai ir tão longe quanto for preciso. Mas, quanto mais ela mergulha em seu próprio inferno privado, segredos obscuros sobre o passado começam a surgir... 
Certa manhã, o Dra. Alice Lambert (Alexandra Lamy) se levanta cedo para preparar a mamadeira de Tara, sua filha de seis meses de idade. De repente, dois tiros soam. Tudo fica preto. Quando Alice acorda de um coma, uma semana depois, ela encontra uma realidade de pesadelo. Seu marido foi assassinado e seu bebê está desaparecida. Suspeita pela polícia e caçada por assassinos impiedosos, Alice se recusa a desistir. Ela pode sentir, ela sabe que sua filha está viva em algum lugar lá fora, esperando por ela. Sozinha em sua busca por Tara, Alice se une a Richard (Pascal Elbe), seu primeiro amor e um ex-investigador criminal. E mais importante, a única pessoa que pode realmente confiar. 

Informações técnicas:

País de origem: França
Duração: 6 episódios/ 52 minutos 
Produção / Transmissão: VAB Production/ TF1 - 2015

E vamos logo ao que mais importa: Onde assistir no BR?
Descobrimos que a Globosat adquiriu os direitos de transmissão e a série traduzida para ‘Sem Retorno’, está disponível no site (só entrar com o login e senha cadastrado na operadora de tv a cabo) e também no serviço on demand, na NET para encontrar é só seguir o seguinte caminho: NET NOW  > Programas de Televisão > Mais Globosat  > Drama > Sem Retorno.

Um primeiro aspecto relevante é que essa série é inspirada no livro ‘Não há segunda chance’, a principal mudança é que no livro temos um protagonista homem e na série temos uma mulher, que foi uma mudança bem legal e a Alexandra Lamy fez um trabalho maravilhoso, conseguiu repassar as emoções da personagem e é impossível não se identificar com ela. Além do fato de ser ambientada em Paris, diferentemente do livro, temos sempre a Torre Eiffel de fundo.

A série começa com Alice sendo resgatada após levar um tiro em sua própria casa, seu marido está morto e sua filha, uma bebê, está desaparecida. Alice começa então uma busca por ela e não irá parar até obter as respostas e nessa busca ela acaba entrando em várias enrascadas e sendo presa algumas vezes.

O tempo todo ficamos irritados com os policiais, sempre um passo atrás e sempre incriminando a Alice, ela conta com a ajuda de um ex-namorado Richard Millot, que esconde alguns segredos, mas é a única pessoa com a qual ela pode realmente contar.

Posso garantir que os episódios são de tirar o fôlego, tem até um humor em alguns momentos e sim, criamos um monte de teorias pra no final sermos surpreendidos. E tem sempre aqueles questionamentos, o que faríamos se a gente estivesse na mesma situação? Será que conhecemos de verdade as pessoas que vivem com a gente, em quem podemos realmente confiar? Harlan gosta de pegar uma pessoa, uma família que vive num mundo perfeito e num piscar dos olhos tudo vira do avesso, em 'Sem Retorno' ele mostra a fragilidade na qual uma família pode ser baseada.

Personagens principais:




> Alexandra Lamy é Alice Lambert, a protagonista pela qual torcemos por um final feliz

> Pascal Elbé é  Richard Millot e para ele dou o selo de Homão da porra, mas o selo é ameçado pelos segredos que ele esconde

> Hippolyte Girardot é o detetive Tessier que a gente fica toda hora querendo dar um tapa, falando ei investiga direito isso ai

> Lionel Abelanski é Louis Barthel, advogado e amigo de Alice

E por fim....


Harlan Coben é Abe, sim! Ele faz um personagem na série, não falarei mais nada para evitar spoliers. Apenas assistam e indiquem para os amigos, vamos criar mais #HarlanLovers!

sábado, 25 de novembro de 2017

Resenha: Depois daquela montanha / Charles Martin

E se num piscar de olhos sua vida dependesse apenas de um completo estranho? E se você estivesse perdido no alto de uma montanha com a apenas gelo a vista, à quilômetros de distância da civilização? Em ‘Depois daquela montanha’ mergulhamos com Charles Martin nesse impossível apostando toda a esperança no amor.

Dr. Ben Payne tinha acabado de participar de mais um congresso, somando a lista de inúmeros que já participara. Ele é um famoso cirurgião que fazia as mais complicadas cirurgias e já havia ganhado várias premiações de reconhecimento. Ashely Knox é uma jornalista que está com casamento marcado para o próximo dia, tudo que ela mais quer é chegar em casa o mais rápido possível para finalizar os preparativos para o seu grande dia.

Uma eminente tempestade fez com que os caminhos do Ben e Ashely se cruzassem quando ambos ficam empacados em um aeroporto. Os dois se esbarram quando descobrem que seu voo foi cancelado, pois não daria tempo de embarcarem todas as bagagens antes da chegada da tempestade.

Atualmente uma das coisas que mais odiamos é perder tempo, não é mesmo? Ficar por tempo indeterminado aguardando a passagem de uma tempestade é um verdadeiro pesadelo. Pensando nisso e em todas as cirurgias marcadas, Ben consegue fretar um pequeno avião e decide convidar Ashley, a ansiosa e simpática noiva com a qual trocara algumas palavras.

O que eles não esperavam era que o seu pesadelo estava apenas começando. Quando seu experiente piloto tem um ataque cardíaco, o desastre da queda do avião é o início de uma jornada em busca da sobrevivência.

Os fatos eram: o piloto estava morto, Ashely com uma perna quebrada e diversas escoriações e Ben com três costelas fora do lugar com dificuldade de respirar, isso somando a: estavam numa altitude de mais de 3.000 metros, seu voo não fora registrado, eles não haviam avisado a uma pessoa sequer que estavam naquele voo, era como se estivessem perdidos em Marte.

A força do Ben e sua experiência tanto no campo da medicina quanto sobre escaladas/trilhas que era o seu hobbie fez com que a sobrevivência dele e da Ashley fossem prolongadas, o bom humor dela nas piores situações renovava as esperanças dele, um passo de cada vez descendo a montanha.

Quando peguei esse livro pensei que seria apenas uma história de sobrevivência, um pouco mais do mesmo, naquela fórmula da criação de verdadeiros super-heróis para sair de uma situação como essa, mas me surpreendi, não é um livro sobre um desastre de avião, é um livro sobre o amor e o quão poderoso ele pode ser mesmo quando não estamos o buscando. Ben é o homem dos sonhos de qualquer mulher, a história é narrada por ele e a cada página me peguei me apaixonando cada vez mais por ele, ainda mais imaginando-o como Idris Elba, que o interpretou recentemente nos cinemas, não é mesmo? 

Ele tem com sua esposa, um acordo de gravar seus pensamentos num gravador e ela faz o mesmo, para que posteriormente troquem seus pensamentos mais profundos e dessa forma também podem sempre estar perto um do outro mesmo distantes com a vida corrida de cirurgião, descobrimos sobre toda a vida dele e ficamos intrigados com o segredo que ele guarda, que só irá se revelar nas últimas páginas. 

No tempo presente com tanto ódio sendo disseminado sem nenhum sentido, a mensagem do livro, colocando o amor como aquilo que nos dá força para enfrentar mais um dia, sendo seu desafio ser aturar um trabalho que você não gosta ou sobreviver no gelo. Seja qual for a montanha pela qual você tenha que passar, ou o desastre que você teve que enfrentar, lembre-se de sempre colocar o amor na frente e seguir, porque o amor sempre vale a pena e apenas ele pode nos afastar dos destroços seja de um acidente fatal ou um coração partido.



“Viver com o coração partido é viver semi-morto, e isto não quer dizer que o sujeito esteja meio vivo. Quer dizer que está meio morto. E... isso não é jeito de viver.”


Bastidores do filme:



sábado, 18 de novembro de 2017

Resenha: Origem / Dan Brown

Dan Brown tem o dom de escrever histórias que nos tiram de nossas zonas de conforto. ‘De onde viemos?’ e ‘Para onde vamos?’ são as perguntas que todo ser-humano já fez algum vez na vida e junto com Langdon mergulhamos nessa nova história envolvendo religão, tecnologia, reinado, arte e uma corrida contra o tempo em busca das respostas que mudarão o mundo.

Edmond Kirsch é um futurólogo bilionário que já fez várias previsões corretas sobre o futuro, tem um grande número de seguidores fieis a tudo o que ele diz e sendo ateu, tem a Igreja Católica como principal adversária. Além disso, é ex-aluno do nosso querido professor de simbologia Robert Langdon, com o qual nutre uma bela amizade ao longo dos anos.

Edmond fizera uma descoberta, na verdade duas, as duas respostas aos dois principais mistérios da vida, de onde viemos? E para onde vamos? Ele planeja divulgar sua descoberta para todo o mundo, mas antes disso, percebendo que suas descobertas iriam abalar as pessoas, ele consulta três representantes das principais religiões: o Bispo Valdespino, o rabino Yehuda Köves e o allamah Syed al-Fadl. Ao mostrar sua apresentação, Edmond os deixa perplexos e com medo do futuro.

Langdon tem uma grande admiração por Edmond, e quando ele o convida para uma apresentação na Espanha, sem dar pistas sobre o conteúdo, apenas mandando passagens, hospedagem e convite, Langdon não pensa duas vezes antes de viajar para o solo espanhol.

Edmond escolheu o icônico Museu Guggenheim para a sua apresentação, o qual tem como diretora Ambra Vidal, que esteve no foco da mídia por estar noiva do príncipe, ninguém menos que o próximo Rei da Espanha, fazendo com que ela seja por consequência a futura rainha consorte do país.

Antes de começar a apresentação, Edmond tem uma conversa com Langdon dizendo que recebeu uma mensagem extremamente ameaçadora do Bispo Valdespino, mas Langdon diz que não passava de um ato desesperado, Edmond não precisava se preocupar com o Bispo.

Mas de repente, a apresentação de Edmond sai do controle, colocando Langdon e Ambra juntos como as únicas pessoas que poderiam divulgar ao mundo a descoberta de Edmond.

Nesse meio tempo, conhecemos também o almirante Ávila, militar aposentado, que passou por uma situação extremamente traumática, entrou a Igreja Palmariana, famosa por seu catolicismo ortodoxo, lugar onde conseguiu superar seu trauma, ele fará qualquer coisa por aquilo que acredita, nem que seja tirar vidas em nome de um bem maior.

Quando os religiosos com os quais Edmond fez a reunião começam a desaparecer ou ficar sem contato, tudo aponta para o Bispo Valdespino, o que será que ele faria para proteger sua religião? Langdon e Ambra não podem confiar em ninguém, será que o futuro Rei e noivo de Ambra tem algum envolvimento com o esforço que está acontecendo de não transmitir a descoberta de Edmond? Os dois contam apenas com Winston, uma espécie de Jarvis do Tony Stark ou a Siri do Iphone muito avançada, que ajuda os dois a ir em busca da descoberta.

A cada novo capítulo nós pensamos em um novo culpado, quem seria capaz de colocar a vida da futura rainha em risco? E o quê o passado de Edmond esconde? E quando a própria guarda do Rei faz uma declaração de que Langdon sequestrou Ambra, tudo fica ainda mais enrolado e a gente não sabe mais em quem apostar como culpado.

Esse foi um dos melhores livros do Dan Brown que já li, senti uma necessidade absurda de saber as respostas, de saber qual era a descoberta de Edmond. Brown criou uma espécie de big brother, no qual cada passo dos personagens era divulgado online para o mundo, a própria apresentação de Edmond seria transmitida online ao vivo para toda a Terra. E posso dizer que a descoberta, apesar de ser uma obra de ficção, faz muito sentido. Quando terminei a última página, só conseguia pensar em como a história me envolveu, como uma espécie de submersão, mergulhando para além da principal trama da ‘Origem’, para lugares e obras de artes, que toda hora ia pesquisar. Esse é um dos principais diferenciais dos livros do Dan Brown, nós aprendemos muito, quando terminamos a leitura sempre somos pessoas diferentes.



Por fim, deixo a quote mais incrível do livro:


“Estamos num momento singular da história – Um tempo em que o mundo parece ter virado de cabeça para baixo, e nada é exatamente como imaginávamos. Mas a incerteza é sempre a precursora da mudança radical; a transformação é sempre precedida pela revolta e pelo medo. Peço  que tenham fé na capacidade humana para  a criatividade e o amor, porque essas duas forças, quando combinadas, têm o poder de iluminar as trevas” #chorei

domingo, 29 de outubro de 2017

Leia.Seja.



Hoje no Dia Nacional do Livro, nós da Série Myron Bolitar entramos na campanha Leia.Seja. junto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Editora Arqueiro...

Pedro Bial virou Sherlock Holmes

Bela Gil, Capitu

Cauã Reymond, Dom Quixote

E a gente pode ser qualquer um deles também, ler um livro faz com que a gente viaje para mundos desconhecidos, ou até mesmo para lugares muito famosos que podemos conhecer sem nunca ter pisado lá, já fomos pra Paris com o Myron e Nova Jersey é como nossa segunda casa, não é mesmo?

A gente aprende que um final feliz pode ser muito difícil, nos tornamos espiões ou detetives e viramos noites para desvendar um crime. Ou apenas mergulhamos num mundo totalmente desconhecido e enfrentamos monstros, já até mesmo destruímos regimes totalitários num futuro distópico junto com a Katniss. Nos romances de época a gente dá suspiros junto com as mocinhas e nas comédias românticas é impossível controlar as risadas.

Com Myron e Win nos sentimos imbatíveis, nos sentimos parte da equipe ao falar ‘articule’ ou quando as coisas não estão indo muito bem podemos pensar  no ditado ‘o homem planeja, Deus ri’ e nos sentirmos um pouco melhor.

Um livro é muito poderoso, além de nos fazer viajar também acrescenta nosso vocabulário e nos concede empatia e alteridade, porque é impossível não se identificar com um personagem e sentir o que ele está passando, e até mesmo chorar com ele, Nicholas Sparks que o diga.

Leia.Seja. Lendo um livro você pode ser quem você quiser. Ler um livro transforma quem você é de um jeito que você não poderia imaginar. Leia um livro e seja, dê livros de presente é transforme mais pessoas.


Feliz dia Nacional do livro! Celebre o valor do livro na sociedade!