sábado, 18 de novembro de 2017

Resenha: Origem / Dan Brown

Dan Brown tem o dom de escrever histórias que nos tiram de nossas zonas de conforto. ‘De onde viemos?’ e ‘Para onde vamos?’ são as perguntas que todo ser-humano já fez algum vez na vida e junto com Langdon mergulhamos nessa nova história envolvendo religão, tecnologia, reinado, arte e uma corrida contra o tempo em busca das respostas que mudarão o mundo.

Edmond Kirsch é um futurólogo bilionário que já fez várias previsões corretas sobre o futuro, tem um grande número de seguidores fieis a tudo o que ele diz e sendo ateu, tem a Igreja Católica como principal adversária. Além disso, é ex-aluno do nosso querido professor de simbologia Robert Langdon, com o qual nutre uma bela amizade ao longo dos anos.

Edmond fizera uma descoberta, na verdade duas, as duas respostas aos dois principais mistérios da vida, de onde viemos? E para onde vamos? Ele planeja divulgar sua descoberta para todo o mundo, mas antes disso, percebendo que suas descobertas iriam abalar as pessoas, ele consulta três representantes das principais religiões: o Bispo Valdespino, o rabino Yehuda Köves e o allamah Syed al-Fadl. Ao mostrar sua apresentação, Edmond os deixa perplexos e com medo do futuro.

Langdon tem uma grande admiração por Edmond, e quando ele o convida para uma apresentação na Espanha, sem dar pistas sobre o conteúdo, apenas mandando passagens, hospedagem e convite, Langdon não pensa duas vezes antes de viajar para o solo espanhol.

Edmond escolheu o icônico Museu Guggenheim para a sua apresentação, o qual tem como diretora Ambra Vidal, que esteve no foco da mídia por estar noiva do príncipe, ninguém menos que o próximo Rei da Espanha, fazendo com que ela seja por consequência a futura rainha consorte do país.

Antes de começar a apresentação, Edmond tem uma conversa com Langdon dizendo que recebeu uma mensagem extremamente ameaçadora do Bispo Valdespino, mas Langdon diz que não passava de um ato desesperado, Edmond não precisava se preocupar com o Bispo.

Mas de repente, a apresentação de Edmond sai do controle, colocando Langdon e Ambra juntos como as únicas pessoas que poderiam divulgar ao mundo a descoberta de Edmond.

Nesse meio tempo, conhecemos também o almirante Ávila, militar aposentado, que passou por uma situação extremamente traumática, entrou a Igreja Palmariana, famosa por seu catolicismo ortodoxo, lugar onde conseguiu superar seu trauma, ele fará qualquer coisa por aquilo que acredita, nem que seja tirar vidas em nome de um bem maior.

Quando os religiosos com os quais Edmond fez a reunião começam a desaparecer ou ficar sem contato, tudo aponta para o Bispo Valdespino, o que será que ele faria para proteger sua religião? Langdon e Ambra não podem confiar em ninguém, será que o futuro Rei e noivo de Ambra tem algum envolvimento com o esforço que está acontecendo de não transmitir a descoberta de Edmond? Os dois contam apenas com Winston, uma espécie de Jarvis do Tony Stark ou a Siri do Iphone muito avançada, que ajuda os dois a ir em busca da descoberta.

A cada novo capítulo nós pensamos em um novo culpado, quem seria capaz de colocar a vida da futura rainha em risco? E o quê o passado de Edmond esconde? E quando a própria guarda do Rei faz uma declaração de que Langdon sequestrou Ambra, tudo fica ainda mais enrolado e a gente não sabe mais em quem apostar como culpado.

Esse foi um dos melhores livros do Dan Brown que já li, senti uma necessidade absurda de saber as respostas, de saber qual era a descoberta de Edmond. Brown criou uma espécie de big brother, no qual cada passo dos personagens era divulgado online para o mundo, a própria apresentação de Edmond seria transmitida online ao vivo para toda a Terra. E posso dizer que a descoberta, apesar de ser uma obra de ficção, faz muito sentido. Quando terminei a última página, só conseguia pensar em como a história me envolveu, como uma espécie de submersão, mergulhando para além da principal trama da ‘Origem’, para lugares e obras de artes, que toda hora ia pesquisar. Esse é um dos principais diferenciais dos livros do Dan Brown, nós aprendemos muito, quando terminamos a leitura sempre somos pessoas diferentes.



Por fim, deixo a quote mais incrível do livro:


“Estamos num momento singular da história – Um tempo em que o mundo parece ter virado de cabeça para baixo, e nada é exatamente como imaginávamos. Mas a incerteza é sempre a precursora da mudança radical; a transformação é sempre precedida pela revolta e pelo medo. Peço  que tenham fé na capacidade humana para  a criatividade e o amor, porque essas duas forças, quando combinadas, têm o poder de iluminar as trevas” #chorei

domingo, 29 de outubro de 2017

Leia.Seja.



Hoje no Dia Nacional do Livro, nós da Série Myron Bolitar entramos na campanha Leia.Seja. junto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Editora Arqueiro...

Pedro Bial virou Sherlock Holmes

Bela Gil, Capitu

Cauã Reymond, Dom Quixote

E a gente pode ser qualquer um deles também, ler um livro faz com que a gente viaje para mundos desconhecidos, ou até mesmo para lugares muito famosos que podemos conhecer sem nunca ter pisado lá, já fomos pra Paris com o Myron e Nova Jersey é como nossa segunda casa, não é mesmo?

A gente aprende que um final feliz pode ser muito difícil, nos tornamos espiões ou detetives e viramos noites para desvendar um crime. Ou apenas mergulhamos num mundo totalmente desconhecido e enfrentamos monstros, já até mesmo destruímos regimes totalitários num futuro distópico junto com a Katniss. Nos romances de época a gente dá suspiros junto com as mocinhas e nas comédias românticas é impossível controlar as risadas.

Com Myron e Win nos sentimos imbatíveis, nos sentimos parte da equipe ao falar ‘articule’ ou quando as coisas não estão indo muito bem podemos pensar  no ditado ‘o homem planeja, Deus ri’ e nos sentirmos um pouco melhor.

Um livro é muito poderoso, além de nos fazer viajar também acrescenta nosso vocabulário e nos concede empatia e alteridade, porque é impossível não se identificar com um personagem e sentir o que ele está passando, e até mesmo chorar com ele, Nicholas Sparks que o diga.

Leia.Seja. Lendo um livro você pode ser quem você quiser. Ler um livro transforma quem você é de um jeito que você não poderia imaginar. Leia um livro e seja, dê livros de presente é transforme mais pessoas.


Feliz dia Nacional do livro! Celebre o valor do livro na sociedade!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha - As Coisas Que Fazemos Por Amor - Kristin Hannah


"As coisas não mudam;nós é que mudamos ." 




Angela Malone, de 38 anos, abandona uma carreira publicitária de sucesso em Seattle para encontrar conforto em West End, a pequena cidade costeira onde ela cresceu. Os problemas de gravidez (abortos espontâneos crônicos, um bebê que viveu apenas cinco dias e uma adoção que não deu certo) foram o bastante para o casamento com o jornalista Conlan  terminar em divórcio. Angie volta para casa aos braços de sua grande família italiana  e ela se lança para reformar o restaurante familiar, DeSaria ,que era o orgulho e a alegria de seu falecido pai.

A Família DeSaria é barulhenta,intrometida ,super divertida e extremamente amorosa. 

" Essa é a resposta da minha família para todas as questões da vida : comer mais . " 

Ao renovar o restaurante, a vida de Angie cruza com Lauren Ribido, uma adolescente  de 17 anos . Lauren é contratada para ser garçonete do DeSaria. Uma amizade intensa se desenvolve entre elas.

A infância de Lauren foi marcada pela escassez de duas coisas importantes: amor e dinheiro.Mas independente das dificuldades que ela vive,Lauren sempre foi muito obstinada,ela consegui uma bolsa de estudos integral na melhor escola da cidade ,tem as melhores notas e quer ir para a faculdade .Ela namora David há 4 anos, o jogador mais gato da escola e podre de rico. Porém quando a vida de Lauren se afasta drasticamente do caminho que ela sonhou para si , ela se encontra diante de desafios que estão além da sua compreensão.

Elas rapidamente formam um vínculo profundo, e quando Lauren é abandonada por sua mãe, Angie oferece a garota um lugar para ficar .Em Angie, Lauren encontra a mãe que sempre desejou. Em Lauren, Angie descobre que dar a luz a uma criança não é a única maneira de se tornar mãe e ambas as mulheres encontram as respostas que procuraram por tanto tempo. Mas nada poderia ter preparado Angie para as profundas repercussões desse ato de bondade. Juntas, essas duas mulheres , uma que anseia por uma criança e a outra que desejam o amor de uma mãe ,serão testadas de maneira que nem poderiam ter imaginado.

"O amor pode nos ajudar a passar dificuldades.
Mas também pode ser o motivo dessas dificuldades . "

Os leitores apreciarão este drama de relacionamento profundo, protagonizado por duas protagonistas fortes, lutando com muitos  contratempos emocionais . 
 Kristin Hannah é uma romancista extraordinária que criou um retrato real e vívido da maternidade e as escolhas que as mulheres enfrentam hoje. AS COISAS QUE FAZEMOS PARA O AMOR explora as viagens emocionais de mulheres que se viram perdidas em suas próprias vidas. Hannah escreve com espírito e simpatia para criar uma novela rica em detalhes e personagens corajosos,divertidos e o melhor de tudo muito reais.


AS COISAS QUE FAZEMOS PARA AMOR é uma excelente história sobre os obstáculos na vida, a força do amor e a beleza da esperança.

Eu simplesmente adorei essa história ,leitura rápida e fluída e gostaria muito de um livro mostrando uma Lauren mais velha. Fiquei bem curiosa ao fim do livro para saber como será a vida desta jovem . 

Super recomendo esse livro da Kristin que não deixou a dejesar . 


domingo, 8 de outubro de 2017

Resenha - Como se casar com um Marquês - Julia Quinn



Duologia Agentes da Coroa - Livro II 






James Sidwell, o Marquês de Riverdale, foi convocado para ajudar sua tia que esta sendo chantageada , assim ele assume o papel de um simples  administrador de fazenda para investigar .James, suspeita que Elizabeth seja o chantagista no início, mas logo descobre que ela está realmente na busca de um marido depois de descobri-la com o livro. Intrigado com jovem atraente e com o pequeno livro de regras ele se oferece galantemente para ajudá-la a encontrar um marido .Mas quando a prática se torna muito perfeita, James decide que há apenas uma regra que vale a pena seguir - que Elizabeth se case com seu marquês. Quando Elizabeth e James se aproximam, ela deseja mais do que nunca seguir seu coração e se casar com o pobre James.


Elizabeth Hotchkiss é uma jovem  filha de um barão. Ela cuida dos quatro irmãos e trabalha para Lady Danbury . Após a morte de seus pais ela passou os últimos cinco anos se sacrificando para poder manter os irmãos unidos e alimentados ,mas agora o pouco dinheiro esta acabando. Elizabeth,percebe que deve se casar em breve, devido à falta de fundos necessários para a sobrevivência de sua família, bem como a necessidade de enviar seu irmão para Eton, como as gerações de sua família já fizeram. 
  
Enquanto Elizabeth procura um livro para ler para Lady Danbury, ela encontra um livro chamado "Como se casar com um marquês", o que se tornaria um guia muito perturbador.Agora com a ajuda do novo administrador (que é bonito como o pecado)Elizabeth vai tentar encontrar um marido . O que ela não sabe é que James Siddons é realmente James Sidwell, Marquês de Riverdale e que ele planeja se casar com ela. 
Elizabeth e James finalmente admitem que se desejam e decidem se casar, mas depois que eles estabelecem seus planos, Elizabeth descobre a verdadeira identidade de James e fica irritada, pensando que ele estava zombando dela o tempo todo.

Minha única negativa foi que Elizabeth reagiu exageradamente ao descobrir o segredo de James ,ou seja sua verdadeira identidade. Ela não foi necessariamente infantil, mas agiu e reagiu um pouco fora de proporção para sua personalidade.

Um ótimo bônus adicional foi passar muito tempo com Lady Danbury. Vi muitos deles nos livros da Julia Quinn, mas sempre em cenas curtas  ou outros encontros. Ela é sempre nítida e sempre diz o que está em sua mente ,uma dama de língua afiada e coração de ouro.Foi muito bom passar um  tempo a mais com ela ,depois  de conhecê-la aos poucos ao longo dos livros .Lady Danbury é fantástica! E eu amei seu gato Malcon!

Elizabeth e James são personagens extremamente espirituosos,há muitas brincadeiras e uma amizade crescente que eu sempre gosto em um romance.A presença de Caroline e Blake do primeiro livro (Como agarrar uma Herdeira) acrescenta uma ótima pitada de humor a este livro .

Os livros da Julia Quinn nunca deixam a desejar , Quinn é especialista em criar personagens encantadores , tramas peculiares e divertidas seu senso de humor é incrível e faz o leitor rir alto muitas vezes .

Um ótimo livro com leitura leve e rápida ,muito humor e romance .



domingo, 1 de outubro de 2017

Resenha da semana: Como agarrar uma herdeira / Julia Quinn

Um dos romances mais divertidos que li nos últimos tempos, para quem curte romances de época ou para quem nunca leu nada esse é o livro certo para ser a sua próxima leitura. Ler Julia Quinn é ter certeza de que você irá se apaixonar a cada página.


Sempre que pego um novo livro da Julia, já sei que irei arranjar mais um crush literário e que as risadas da semana já estão garantidas. Nesse novo lançamento não foi diferente. O que mais gosto dos romances dela é a leveza, apesar de em muitas ocasiões estarmos lendo sobre questões bem complicadas, não conseguimos 'ficar na bad', queremos apenas ler o próximo capítulo para saber o final feliz, de bad já basta a vida real, não é mesmo?


Uma coisa que não podemos falar de Caroline Trent é que ela é convencional, porque ela pode ser tudo menos previsível. Durante toda a sua vida, com a morte de seus pais quando ela era muito jovem, passou por diversos tutores, que não se importavam nada com ela, tinham o interesse único na sua herança, mas bem como acontecera com seus pais, alguns de seus tutores imediatos faleceram, a deixando na responsabilidade do odioso Oliver Prewitt.  Eis que se aproximando dos seus 21 nos ela poderia enfim ter acesso a sua herança, a não ser que seu atual tutor tivesse planos diferentes dos dela.

Blake Ravenscroft é um agende secreto da Coroa britânica, ele trabalha em prol da segurança nacional, combatendo ameaças a independência e crimes contra a mesma, mas não está feliz com a vida que leva. Por ser espião, obviamente, não pode compartilhar nada com sua família, ninguém sabe que ele arrisca a própria vida durante muitos anos e que ele perdeu o amor de sua vida em uma das missões secretas.

Mas a vida de Blake está prestes a mudar, enfim a Coroa permitiu que ele se aposentasse se fizesse um último trabalho: a captura de Carlota De Leon, uma espiã espanhola que é muito escorregadia e faz muitos anos que a Coroa está tentando captura-la para obter informações sobre traidores.

Caroline após descobrir o plano maléfico de seu tutor decide fugir até que completasse a idade necessária para requerer sua herança, que seria dali a algumas semanas, o que ela não poderia imaginar era que as investigações de Blake o levaram até Oliver Prewitt e justamente na noite em que Blake está aguardando a chegada de Carlota ele literalmente se esbarra com Caroline.

E o pior, ele acredita que Caroline, na verdade era Carlota, já que uma mulher normal não andaria com uma pistola, não é mesmo? Embora Caroline negasse que fosse Carlota, Blake não acreditava, ela viu então uma oportunidade de ficar escondida como se fosse realmente a espiã, até completar a idade necessária, mas dessa forma iria atrapalhar uma operação da Coroa, colocando em risco toda a Inglaterra, bem o que você faria?

Aos poucos Caroline e Blake vão se conhecendo e descobrindo que têm mais em comum do que poderiam imaginar e com situações extremamente inusitadas a gente vai acompanhando o surgimento de um amor que faz nosso coração ficar quentinho e detalhe eu ri sozinha no ônibus e na barca porque é impossível se conter com as situações criadas pela Julia, imagina se você tivesse que se hospedar num banheiro, fingir que não sabe escrever ou que decidisse ser útil organizando a biblioteca, mas acabasse torcendo o pé... O que nenhum dois poderia prever era que todas essas situações loucas fariam ambos se descobrirem apaixonados.

“Caroline estava muito acostumada ao seu defeito de, com frequência, falar sem pensar, mas naquele dia parecia que ela tinha elevado o vício ao nível do absurdo. Além disso, perdera completamente o apetite, sempre tão saudável. Sem contar que passava o tempo todo sorrindo como a maior das tolas.”

Uma característica bem legal do livro é que a cada capítulo temos uma palavra do dicionário da Caroline, ela tem um caderno no qual anotada as palavras que descobre junto com o respectivo significado, as palavras no início dos capítulos estão relacionadas ao que iremos ler:

“pro.ce.dên.ci:a (substantivo). Origem, proveniência.
Não posso alegar conhecer ou compreender a procedência do amor romântico, mas estou certa de que é algo que precisa não ser compreendido, mas apenas apreciado e venerado.
- Do dicionário pessoal de Caroline Trent.”




Quando estava lendo fui escutar essa música do Ed Sheeran e nossa, achei a cara do livro, vi muito a Caroline e o Blake nos versos do Ed: Perfect

Esse é o livro 1 da duologia 'Agentes da Coroa'.

domingo, 17 de setembro de 2017

Resenha da semana: Fortaleza Impossível / Jason Rekulak

Em ‘Fortaleza Impossível’ a gente viaja aos anos 80, com um grupo de amigos nem um pouco uniforme, mas que nos faz reviver nossos anos de escola e relembrar todas as escolhas e sonhos loucos que temos durante esse período de nossas vidas.

Você consegue imaginar um mundo sem computador? Ou pior sem smartphones e sem redes sociais? Doideira, né? Então, só que isso nem faz tanto tempo assim, logo ali nos anos 80, todas essas tecnologias, que hoje não vivemos sem, ainda nem existiam e é onde o livro é ambientado. Eu sou 90’s kid, então peguei um pouco desse mundo sem internet tão acessível, mas mesmo assim, em vários momentos me peguei pensando: ‘ah, manda um áudio no whats pra ela e pronto’, foi muito legal mergulhar nesse mundo sem wifi por alguns dias.

Billy Marvin é um daqueles garotos meio zero a esquerda na escola, com seus 14 anos não gostava de jogar futebol, não tinha notas altas, mas em uma coisa ele era bom: programar, seu sonho era ser um programador de jogos, mas este também era o seu segredo, que não ousava dividir nem com seus melhores amigos: Alf e Clark, o primeiro é aquele amigo louco que todo mundo sempre tem um, que tem as ideias mais insanas e Clark seria o galã da escola, se não tivesse nascido com um problema na mão, seus dedos são colados, então ele e seus amigos chamam uma de suas mãos de garra e é claro que Clark acreditava que todas as meninas se afastavam dele ao vê-la, então sempre tentava ao máximo escondê-la.

A aventura dos três se inicia quando Vanna White, uma das apresentadoras da TV mais famosa e favorita deles sai na revista Playboy. Eles e todo garoto de 14 anos ficam loucos para ver as fotos, mas como eram menores de idade não podiam simplesmente ir lá e comprar um exemplar, então eles bolam alguns planos para ter Vanna White em suas mãos.

E um desses planos, os leva até a loja do pai da Mary Zelinsky, uma menina gordinha da vizinhança, que sabia muito de programação, ela ao ver Billy interessado nos computadores Commodore 64, o entrega um panfleto de uma competição de games, onde o vencedor além de ganhar um prêmio em dinheiro poderia conhecer um super programador, ídolo do Billy, Fletcher Mulligan.

Quando Clark e Alf decidem que para conseguirem uma playboy precisariam seduzir Mary, Clark intervém dizendo que ele mesmo iria seduzir Mary. O que Clark e Alf não sabiam era que Clark e Mary formariam uma dupla de programadores. Ele tinha feito o ‘Fortaleza Digital’, mas não achava que estava perfeito, o achava muito lento, quando vira que Mary sabia muita coisa de programação, não perdeu a oportunidade de pedir algumas dicas, mas rapidamente os dois formam uma equipe inusitada numa corrida contra o tempo para deixar o jogo perfeito para a competição.

Billy e Mary vão se tornando cada vez mais próximos, no meio de códigos e mais códigos de programação, Vanna White vai se tornando cada vez menos importante para ele, diferentemente de seus amigos, que já haviam montado um grande esquema de venda de xerox das fotografias, para depois que conseguissem ter a revista em suas mãos.

O que Billy não poderia imaginar é que Mary escondia um grande segredo, que o seu jogo tão importante se tornaria um fardo e que teria a tão desejada revista a sua disposição, mas ficaria com raiva de colocar as mãos nela.

Esse livro foi uma viagem deliciosa aos anos 80, tem muitas referências e é impossível não se identificar, nem que seja um pouquinho com esses adolescentes, porque fazer escolhas erradas e não dizer o que realmente está sentindo está no DNA de todo mundo durante esse período da vida, o que posso dizer é que vale muito a pena se aventurar por todas as fases desse livro, para no final conseguir resgatar a princesa na fortaleza e receber de brinde uma ótima história.


Ficou curioso para jogar ‘Fortaleza Impossível’? O escritor realmente criou o jogo, clique aqui pra jogar.

domingo, 3 de setembro de 2017

Resenha da semana: Ligeiramente Perigosos / Mary Balogh

Mary Balogh finaliza a série dos Bedwyns de forma magistral: a história de amor de Wulfric, aquele que vimos por muito tempo como o homem de gelo, tem um coração muito maior do que poderíamos imaginar.

Wulfric Bedwyn, todo mundo que já leu algum livro da série o conhece, como o chefe da família, o frio duque de Bewcastle, que desde muito novo foi criado para esta função. Como todas as histórias de seus irmãos, a do Wulf não poderia ser diferente provando que quando se trata de amor e Bedwyns nada pode ser convencional. A gente conhece o duque que usa o seu monóculo e exala superioridade por onde quer que passe, mas que também sempre está presente para resolver os problemas de seus irmãos, será que Bewcastle tem um coração afinal? Após conseguir ajudar todos os seus irmãos a conseguirem seus ‘finais felizes’, Wulf está se sentindo sozinho, ainda mais após a morte de sua amante de longa data. É nessa vibe meio forever alone, que ele aceita passar uma temporada no interior de Londres, a pedido de um amigo.

O que ele não poderia imaginar que essa temporada era um noivado, com muitas jovens querendo arranjar um marido, e ele como duque, apesar de toda a frieza e idade avançada de 35 anos, era um ótimo partido.

Christine Derrick, por outro lado, sabia exatamente para qual temporada estava indo, e foi forçada a ir, pela sua amiga e anfitriã, já que o duque foi confirmado de última hora, então se Christine não fosse, o número de homens e mulheres seria diferente, isto que era inadmissível para a alta sociedade. Christine já era viúva antes de seus 30 anos, seu marido morrera jovem durante uma caçada, ela é um espírito livre, que ilumina todos os lugares, sempre está sorrindo e se dá super bem com as crianças.

Ambos não poderiam ser mais opostos não é mesmo? Mas certos orgulhos e preconceitos são quebrados ao longo desta temporada que ambos gostariam de num primeiro momento ter perdido, mas que mudará suas vidas para sempre.

E aos poucos vamos descobrindo mais sobre a vida da Christine, do porque ela vive com muito pouco após a morte do marido e com a história dela aprendemos que as vezes a rasteira vem daquela pessoa que a gente menos espera, quanto ao duque a cada página percebemos que o coração de gelo é muito mais mole que poderíamos imaginar. Enquanto ela foi criada podendo expor tudo que sentia a todo momento, ele foi criado para ter decoro, para nunca mostrar o que realmente está sentido ou pensando. Será que o amor é forte para superar tantas diferenças e mais, qual dos dois irá passar por cima de seu orgulho e seu preconceito para se entregar ao amor?

Quem nunca se escondeu com uma máscara de felicidade ou frieza? As vezes, não estamos realmente sentindo aquilo que expressamos, para nos proteger ou porque não queremos compartilhar nossos sentimentos mesmo, mas será que é melhor ser altamente espontâneo ou guardar tudo para si? A resposta certa não existe. Balogh nos mostra que quando você realmente ama alguém, todas as fachadas perdem o sentido, pois são desvendadas com apenas um olhar da pessoa amada.



Com vocês algumas lições do Wulf:

“Nunca se envolva emocionalmente com qualquer outra pessoa.
Nunca busque saber ou partilhar das emoções de outra pessoa.
Permaneça altivo
Lide com os fatos.

Sempre busque um curso de ação racional em qualquer situação, evitando agir por impulso ou dominado pela emoção.”